Temporada 1 · Capítulo 29
A QUEDA DA FLORESTA

No Reino da Floresta, uma energia maligna se aproximava deles. Kyrli pede para todos ficarem perto, pois algo terrível estava chegando. Zafir e Zafiel se olham com um sentimento horrível, já sabendo que poderia ser Eroim. Belchior pede para todos ficarem calmos, então, à frente deles, um portal se abre e, dali, emanando um poder absurdamente alto, sai Eroim e, ao seu lado, Ronwthor, ambos com aura obscura e sede de sangue. Kyrli e Elionor se olham, pois sabiam que ele iria atrás dos dois jovens, Zafir e Zafiel, e que agora testariam seus poderes ao máximo para protegê-los do mal.

Eroim olha bem nos olhos de Zafir e Zafiel e diz: — Achei vocês, meus pequenos! Sabe, não foi difícil, mas agora, já que pretendem se aliar aos meus inimigos, tenho planos para vocês dois. Então iremos embora daqui, mas antes que eu leve vocês, vou dar uma lição nesse reino e nesse assassino medíocre, ou melhor, vou deixá-lo para Ronwthor terminar o que começou! Zafir grita: — Por favor, senhor Eroim! Pare com a guerra contra as fadas, faremos o que quiser! Nós imploramos! — disse ele com um olhar triste. Eroim sorri e diz: — Nada pode mais me parar! Todos sofrerão por terem se metido em uma guerra que não é de vocês! Eroim pede para Ronwthor se afastar e um vento sopra. Ele flutua até o alto e, de lá, evoca sua magia, “chuva de meteoros”. Todos olham chocados quando o céu escurece e enormes meteoros começam a cair por todo o lugar, destruindo tudo à volta e causando uma enorme devastação na floresta. Kyrli rapidamente os protege com um escudo mágico dos meteoros que caíam próximos a eles e ao escudo. Elionor pensa: — Esse poder! Estamos diante do grande pilar do Reino Mágico, e esse poder é surreal! — Zafir e Zafiel, afastem-se! Eu e o senhor Eroim vamos cuidar disso! - Gritou Elionor. O escudo deles baixa e Ronwthor voa para cima de Belchior, chutando-o longe para dentro da floresta e indo atrás dele. Zafiel pega Zafir e fica atrás da torre destruída, observando.

Kyrli e Elionor concentram suas magias e lançam raios mágicos em Eroim, que logo se protege com um escudo. Eroim sorri, pois o poder de ambos jamais seria páreo para ele. Elionor diz: — Senhor Kyrli, o escudo dele é forte! Nosso raio mágico não faz nem cócegas naquela proteção! Kyrli então faz sua mana explodir, aumentando a força dos raios mágicos, mas mesmo assim sem surtir muito efeito no escudo de Eroim, que os observava com desdém por não conseguirem pegá-lo.

Elionor então usa seu feitiço “fúria da floresta”, que faz enormes cipós de plantas crescerem do chão, prendendo Eroim por todos os lados após ele baixar o escudo, surpreendendo-o e puxando-o para o chão. Elionor diz: — Peguei você! Eroim pensa: — Baixei minha guarda, mas se esses magos de baixo nível acham que podem comigo! Estão muito enganados. — Tenho uma coisinha para eles!

Kyrli então sinaliza Elionor para que ambos tentem o raio mágico novamente. Os dois lançam o ataque contra Eroim, mas ele logo começa a absorver o raio mágico e a força dos cipós que o prendiam, transformando-os em cinzas e absorvendo, através do raio, a magia de Elionor e Kyrli. Ao perceberem, não conseguem parar de lançar o feitiço, pois estavam sendo drenados pelo contra-golpe de Eroim com uma magia de absorção que os deixava fracos a cada segundo.

Eroim se livra dos cipós e começa intensamente a absorver a força mágica dos dois, que não conseguem reagir, pois Eroim misturava magia maligna, de força absurda contra magos comuns. Elionor fala para Kyrli que está quase desmaiando, sua força está se esvaindo e que não vai aguentar muito. Kyrli começa a se concentrar, tentando parar a absorção, porque, se não, aquele seria o fim da luta para eles ali mesmo. Ambos não conseguiam fazer nada, pois a força mágica de Eroim era como se houvesse dez dele contra apenas os dois. Kyrli consegue parar de ser absorvido graças à sua magia de neutralização, quando a usa em si mesmo, bloqueando a absorção de Eroim.

Kyrli se livra da magia de Eroim e recompõe Elionor. Ambos lançam novamente um rápido raio de seus cajados, que ainda tinham mana reservada, contra ele. Eroim, ao ver que ambos queriam talvez testar sua força, também energiza seu raio mágico contra eles. O ambiente fica tenso; os dois magos dão tudo de si naquele ataque. Faíscas mágicas voam pelo ar, pura magia concentrada naqueles feitiços. Eroim fica até impressionado com a força dos dois, pois resistiam mesmo tendo suas forças drenadas antes. Eroim pensa: — Parece que eles acham mesmo que podem comigo! Mas tudo bem, vou acabar logo com isso! Elionor grita: — Vamos, senhor Kyrli, vamos acabar com ele! Os dois soltam um grito com toda a força, aumentando ainda mais o poder do raio mágico contra Eroim. Antes do raio atingi-lo, Eroim voa alto, desviando do ataque, que causa uma enorme explosão no chão.

Um silêncio toma conta do ambiente. Zafir e Zafiel observam de longe, com medo do tamanho do poder mágico dos três magos no campo de batalha. Elionor e Kyrli olham para o alto e veem Eroim os observando com ódio. Por um segundo, chegaram a achar que aquilo seria suficiente, mas não foi. Sabiam que agora ele iria contra-atacar e precisavam estar prontos. Eroim, do alto, diz: — Vocês, magos, acham que têm poder para estarem no mesmo nível que eu? — sorriu, emanando uma aura maligna. — Vou acabar com isso logo, pois vocês ainda precisam aprender muito! Com um apontar de mão, faz erguer do chão um gigante monstro de terra, que os nocauteia com um soco, arremessando-os contra o chão. Os dois caídos ficam desacordados por alguns instantes.

Eroim faz o monstro pegar os dois, um em cada mão, e diz: — Acabou, meus caros, essa luta terminou! O gigante espreme os dois nas mãos, derramando sangue por toda parte. Zafir e Zafiel, olhando de longe, ficam apavorados com tamanha brutalidade de Eroim, paralisados, sem conseguir agir; o medo os toma por completo. — Não estou aqui para brincar ou mostrar meu poder. Estou aqui para levar os dois e acabar com isso logo! — disse Eroim, encarando Zafir e Zafiel de longe.

Um vento estranho sopra no campo de batalha. À frente do gigante de terra, Kyrli e Elionor aparecem e disparam um raio certeiro no monstro, destruindo-o completamente, rapidamente! Eroim fica chocado, pois não notou em nenhum momento que os dois haviam criado clones mágicos anteriormente para usarem naquele instante. Ele desce ao chão e os encara frente a frente. Kyrli diz: — Eroim, você está em nosso lar! E não iremos ser tão fáceis assim de derrotar! Elionor, gritando, fala: — Você vai pagar por tudo o que está fazendo! Vamos matá-lo! Zafir e Zafiel ficam aliviados ao ver que os dois estavam vivos e ainda lutando.

Eroim fala com a voz firme, ecoando como um trovão: — Vocês jamais estarão prontos para o meu poder! Hoje vou dar a vocês dois uma última chance, para que, quando me virem novamente, mostrem realmente o que sabem fazer como magos, porque não vai ser hoje! Eroim então os atinge sem que consigam desviar ou se proteger, usando magia maligna que começa a drená-los, fazendo-os desmaiar. Elionor sussurra para Kyrli: — Senhor, me perdoe… não consigo aguentar… eu fracassei. Kyrli tenta usar a neutralização mágica, mas é absorvido rápido demais e desmaia junto a Elionor.

Eroim se dirige até Zafir e Zafiel. Eroim diz: — Agora meu assunto é com vocês! Zafir se senta no chão, chorando, pois não queria que nada daquilo tivesse acontecido. Zafiel fica à frente dele e responde Eroim com firmeza: — Não temos nada a tratar! Eu parei aquela guerra porque era o que eu poderia ter feito muito antes, mas sei que de nada adiantaria. Você é o monstro que sempre ouvi falar. Nunca me dobrarei a você, por mais que tenha me acolhido! Nunca! — gritou ela, tentando feri-lo com sua adaga, mas ele desvia rapidamente de seu ataque fatal.

Eroim então a atinge com sua magia de absorção, drenando todas as suas forças e fazendo-a cair de joelhos ao chão. Zafir pede para que ela não resista, pois eles não podem contra ele. Eroim diz: — Você vai se arrepender, Zafiel! Me traíram e acharam que eu deixaria assim? Zafir responde: — Nós não tivemos escolha. O senhor é um monstro e quer que todos o sirvam, mas nunca mais vamos estar ao seu lado! Eroim via em seus rostos que jamais o obedeceriam por vontade própria. Ele já sabia disso; iria usá-los para outros fins.

Ele então prende os dois em um campo de forças. Eroim diz: — Iremos para casa agora. Lá vou contar meu plano a vocês e talvez tenham alguma escolha, pois já fizeram demais até aqui! Isso jamais irá se repetir! Nem que eu tenha que acabar logo com vocês, entregando-os aos meus amigos que adoram devorar almas! — sorriu ele. Zafir diz: — Nos dê logo a eles, então, porque de nós, por vontade própria, não terá nada além de desprezo e ódio. As fadas não queriam guerra; elas já tinham nos dado os suprimentos necessários, mas você queria submissão. Você quis isso! Eroim responde: — Não se preocupem mais com elas. As bestas vão exterminar todas de uma vez, para que isso acabe logo.

Eroim estava terminando de falar quando consegue se proteger rapidamente com a mão do ataque de lança de Clopem, que surge em alta velocidade, quase imperceptível, perfurando sua mão direita. Clopem diz: — Vou te matarrr! Ele arranca a lança da mão de Eroim e fica à frente de Zafir e Zafiel, encarando-o. Zafiel, ainda fraca, grita: — Não, Clopem! Fuja rápido, por favor! Ele é muito forte! Zafir também grita, pedindo para que ele saia dali depressa.

Eroim, com a mão sangrando, diz: — Ora, ora… parece que ainda tínhamos um escondido! Com uma única mão, ele dispara um raio maligno que perfura Clopem no peito rapidamente. — Nunca mais vais ter essa chance na vida, meu caro. Você feriu minha mão, e eu feri sua alma. Zafir e Zafiel choram e gritam com Eroim pelo que ele fez. Clopem começa a se desintegrar aos poucos, olha para Zafir e Zafiel e sorri.

Eroim então abre um portal à sua frente e entra com Zafir e Zafiel presos no campo de força. Enquanto Clopem ainda se desintegrava, ele olha ao redor, vê a destruição no Reino da Floresta e seus dois amigos caídos, sem forças. Com a última energia que lhe restava, lança-a em direção a Elionor e Kyrli. Então, Clopem desaparece por completo. Elionor e Kyrli, ao receberem a energia mágica de Clopem, começam a acordar aos poucos. Os dois se levantam e veem que Eroim já havia partido, levando os dois jovens. Kyrli corre até onde está a lança de Clopem, junto a Elionor. Ambos se olham tristes, pois sabiam que ele havia partido. Kyrli pede para que Elionor vá ajudar Belchior, que ainda lutava contra Ronwthor ali perto.