Temporada 1 · Capítulo 28
SOMBRAS QUE SE MOVEM

No Reino Mágico, Eroim estava no jardim do castelo, encarando os céus com a varinha mágica na mão. Pensou em tudo o que havia feito por Zafir e Zafiel desde que eram pequenos, mas, com o olhar firme, ativou sua magia obscura, fazendo seus olhos escurecerem. Ele soube exatamente naquele momento onde os dois estavam por conta da ligação do selo de obediência que Zafir tinha por ser um mago. Ronwthor chega ao jardim ao ser chamado, pois Eroim o aguardava ali. Eroim o avisa que iriam para o Reino da Floresta, pois era onde os traidores estavam, e que havia pensado em outros planos para ambos, portanto iria resgatá-los com vida. Ele então absorve todo o poder da varinha mágica que se desfaz e, com uma mão, abre um portal mágico. — Chegou a hora de achar meus pequenos! — disse Eroim, sorrindo, enquanto Ronwthor o seguia, pronto para executar as ordens de Eroim. Os dois então entram no portal, deixando o Reino Mágico.

Já no Reino de Gelo, Ded ajudava a Fada Polar em seus afazeres de organizar o salão real, quando ela compartilhou com ele que não se sentia bem já havia alguns dias; era como se tivesse perdido um pouco da memória. Ded começa a questioná-la mais e descobre que a última pessoa que ela se lembrava de ter visto pouco antes disso acontecer foi Boreal. Ele, já intrigado, oferece ajuda com sua magia de cura, mas também pede permissão para usar uma magia de recuperação, onde conseguiria voltar nessa última memória dela. Ela aceita sem problemas. Ded então alivia o sentimento dela com magia de cura e, ao tocar em sua cabeça, ativa sua magia de recuperação, que o leva diretamente para o momento em que Boreal chama a Fada Polar em um quarto e a faz desmaiar, esquecendo do que aconteceu. Ded volta para a realidade rapidamente depois de ver tudo. Ded diz: — Precisamos falar com a senhora Veylar imediatamente. Boreal está aprontando algo! Foi ela quem a fez perder a memória. Ambos, chocados com o que descobriram, vão imediatamente procurar Veylar.

No Reino Doce, o Ceifeiro e Hayblood aguardavam o sinal de Boreal para se dirigirem ao Reino de Gelo. Hayblood diz: — Nossa, vai demorar para aquela mulher nos avisar, senhor? O Ceifeiro, já incomodado com a demora, responde: — Não irá demorar muito, em breve deve abrir o portal para nós! Ela, já com muito tédio, começa a voar, olhando todo o estrago que fizeram no Reino dos Mortos e pensando: — Realmente, olhando daqui de cima, só consigo ver a grandeza do nosso reino. Ninguém pode parar esse exército de mortos-vivos! O Reino de Gelo não perde por esperar, vai ser uma grande surpresa para eles nos verem chegando repentinamente. Gargalhou ela, cheia de ansiedade pelo momento chegar.

Abaixo do salgueiro sagrado, a Fada Rainha se energizava com a força da natureza, quando tentou sentir a Fada Madrinha e não conseguia. Era como se ela tivesse desaparecido, ou morrido. Mais uma vez o sentimento de dor a tomava conta; chorou insistentemente, até que Vermax e Viseryon chegam até ela. Vermax logo pergunta: — Minha senhora, o que aconteceu? Ela, em prantos, diz que mais uma vez falhou como rainha, que ao enviar a Fada Madrinha na missão de trazer ajuda ao reino, pode tê-la levado à morte, pois seus sinais vitais mágicos haviam desaparecido. Os dois então ficam em choque, pois era uma esperança para o Reino das Fadas ter a ajuda do Reino de Gelo. Mas nenhum deles poderia saber o que poderia ter ocorrido com a Fada Madrinha e quem teria feito algo; seria a dúvida com a qual teriam que conviver até tudo se esclarecer. Sabiam que não poderiam mais confiar em ninguém para sair das terras do Reino das Fadas, pois era muito perigoso para qualquer um naquele momento.

Na porta do quarto da rainha Veylar, Ded e a Fada Polar aguardavam ela abrir, ansiosamente. Veylar abre a porta, vê os dois nervosos e os convida para entrarem em seu quarto, perguntando o que estava acontecendo. Ded diz: — Minha senhora! Boreal está armando algo! Ela apagou a memória da Fada Polar quando alguém do Reino das Fadas chamou aos portões. Ela não informou nada, pois a pessoa queria falar com a senhora ou com o rei Morgot. Veylar, em choque com o que eles haviam descoberto, ficou imóvel por um momento. Sua ficha tinha caído de que a pessoa que era sua conselheira havia traído sua confiança mais uma vez; era algo triste que ela não gostaria de acreditar. Veylar, incrédula, responde a Ded: — Precisamos questioná-la! Não posso acreditar! O que ela ganharia com isso? — Obrigada, vocês dois, pelas informações. O Reino das Fadas deve precisar de ajuda urgente, por isso enviaram alguém que foi interceptado. Vamos levar Boreal para a sala de julgamento agora mesmo! — Ded, busque-a, por favor! Fada Polar, avise Morgot, meu marido, que está nas montanhas, para voltar imediatamente! Os três saem do quarto: Veylar direto para a sala de julgamento, a Fada Polar para buscar o rei Morgot e Ded para pegar Boreal. Após eles saírem do quarto, do corredor nas sombras, Boreal sai e quebra o selo da porta, entrando no quarto de Veylar. Ela concentra sua mana e localiza o cristal de gelo mágico que estava em um colar de Veylar. Com os olhos brilhando, o pega em mãos e sua aura fica obscura. Seus pensamentos eram os piores para o reino que a acolheu. Boreal queria a aniquilação total do lugar que um dia tinha sido seu lar. Ela se teleporta rapidamente para a caverna que fica ao lado do castelo e lá estava, prestes a abrir o portal para a entrada do Ceifeiro e seu exército, para a destruição do Reino de Gelo. Sendo pegos de surpresa assim, será que o Reino de Gelo vai sobreviver?