Temporada 1 · Capítulo 26
O CERCO DOCE DA MORTE

No Reino Doce, o tempo havia se fechado. Os céus estavam cobertos por nuvens escuras, o ambiente esfriava, e um vento que assoviava corria por todo lugar. Do alto dos grandes muros doces da entrada, estavam a Rainha Doce e a Sra. Algodão observando o horizonte. Vários guerreiros biscoito se posicionavam em seus lugares, com arcos e flechas sobre os muros e nas torres. Abaixo, outros se preparavam com espadas, caso o mal conseguisse entrar.

Em direção aos portões principais, a alguns quilômetros de distância do Reino Doce, avançava uma grande marcha de mortos-vivos. À frente deles, o Ceifeiro vinha montado em seu cavalo esqueleto, enquanto nos céus voava Hayblood. A Rainha Doce diz: - Chegou a hora! - Mostraremos que o nosso povo resiste! O mal vai ter que lutar para nos vencer! - O Reino Doce não se curvará nem se entregará tão fácil! - Meu povo! Hoje vamos lutar por nosso reino com tudo o que temos! Então, os gritos de brado do povo doce ecoam por todo o reino. Todos estavam prontos para enfrentar os inimigos que se aproximavam. A Rainha Doce sobe em sua nuvem de algodão-doce e voa em direção aos inimigos antes que chegassem aos portões. O Ceifeiro e Hayblood a avistam, mas a deixam se aproximar. Ela então para logo à frente deles, encarando-os. A Rainha Doce diz: - Sempre soube que um dia viriam! - Mas ainda lhes darei uma chance de darem meia-volta e irem embora. Nosso povo não quer lutar, mas, se preciso for, lutaremos! Lhes dou essa oportunidade.

O Ceifeiro, sorrindo, responde: - Existem coisas que não podem ser prorrogadas, e a destruição do seu reino é uma delas. - Não queremos rendição, mas a aniquilação total! - Proteja seu povo! Vai ser rápido! Ela solta um suspiro ao tentar evitar a guerra, mas vê que eles estavam ali para viver ou morrer. - Então está bem - responde ela, erguendo as mãos aos céus. As nuvens se abrem, permitindo que o sol apareça sobre todos. Vários arco-íris surgem e logo entram em modo espiral, como se fossem tornados, caindo dos céus em direção ao exército de mortos-vivos, dilacerando muitos deles.

Inúmeros desses tornados descem, causando explosões e destruindo várias daquelas criaturas. Mesmo assim, os mortos marcham correndo em direção ao reino, avançando no meio das explosões. Hayblood voa em direção à Rainha Doce, mas o Ceifeiro grita para que ela leve o exército até o Reino Doce, pois ele mesmo cuidaria da Rainha. Ela então sai voando junto aos mortos, rumo aos portões do reino. A Rainha Doce observa a destruição dos mortos-vivos causada pelos tornados de arco-íris, mas eles eram muitos, e mal dava conta. Cada vez mais surgiam. Ela então usa seu trunfo, guardado para uma situação como aquela. Erguendo as mãos ao chão, todo o terreno abaixo deles se transforma em uma grande lama de chocolate, que começa a afundar todos os que escapavam dos tornados, impedindo-os de chegar ao reino. Hayblood segue voando, determinada a destruir os portões. O Ceifeiro, afundando na lama, entende que precisará destruí-la rapidamente. Ele solta as rédeas de seu cavalo e começa a levitar, ficando frente a frente com a Rainha Doce. - Seus poderes me surpreendem, por isso é melhor eu acabar com você agora! Ele parte para cima dela com sua foice, realizando vários ataques, que são bloqueados por um escudo mágico. Ao se desviar de um golpe, a Rainha Doce lança um raio mágico que o acerta em cheio no peito, lançando-o contra o chão e o enterrando ainda mais na lama de chocolate.

Já diante dos portões do Reino Doce, Hayblood chega desferindo vários socos, começando a destruí-los. A Sra. Algodão, ao ver isso, lança um chicote de chiclete que se prende ao pescoço de Hayblood e a arremessa contra o chão. Ela então pensa: - Estamos conseguindo contê-los, isso é bom. Precisamos continuar assim! - Os mortos não conseguem avançar por causa da lama de chocolate, essa monstra aqui já nocauteei, e a Rainha está cuidando do Ceifeiro. - Talvez nós tenhamos uma chance! Pensou ela, esperançosa.