Temporada 1 · Capítulo 24

A PRIMEIRA MARCHA DA MORTE

No Reino dos Mortos, Hayblood e o Ceifeiro arquitetavam planos sombrios. Percebendo que alianças podiam começar a surgir por Arcânia, o Ceifeiro decidiu agir antes que qualquer união fortalecesse os reinos. - Antes de avançarmos por Arcânia, precisamos fazer algo - disse ele, com um sorriso que congelaria até o fogo das chamas. Hayblood inclinou a cabeça: - O que seria, meu senhor? O Ceifeiro cruzou as mãos sobre o cabo de sua foice e respondeu: - O Reino Doce pode, no futuro, se tornar um empecilho para nós. - Então vamos cortá-los agora. São fracos… e inúteis. - Prepare o exército de mortos. Marcharemos para lá e destruiremos todos antes que tenham a chance de se unir a alguém. Seu sorriso frio ecoou pelo salão. Hayblood voou imediatamente até os campos do reino para reunir o exército. A marcha começaria naquele mesmo dia.

No Reino Doce A Rainha Doce e a Senhora Algodão observavam o horizonte do ocidente, de cima de uma montanha de chocolate. Ambas sentiam o peso do que estava por vir, mas estavam preparadas para enfrentar a guerra, custasse o que custasse. O Reino Doce era pacífico, com pouca vida humana. A maioria dos habitantes eram seres de doce, criados pela Rainha Doce e pela Senhora Algodão. Era um reino forjado para trazer alegria, cor e felicidade a quem o visitasse. Sra. Algodão suspirou emocionada: - Sabe… me sinto tão feliz por fazer parte desse reino. - Vivi tantas coisas boas aqui, desde que a senhora me pegou quando eu era bebê. - Eu darei minha vida por esse lugar. - disse ela, com lágrimas escorrendo. A Rainha Doce enxugou as lágrimas da companheira: - Não se preocupe, minha querida. Vamos ser fortes. - Somos mais fortes do que você imagina. - Esse lado de Arcânia nos deixa cercados pelo mal, mas lembre-se: nós somos a felicidade, e ela sempre prevalece em algum momento. As duas se abraçaram enquanto, ao longe, as nuvens do horizonte começavam a escurecer.

No Reino das Nuvens Entre as montanhas flutuantes, Angelina patrulhava calmamente, deslizando sobre uma pequena nuvem. O vento frio soprava quando Sam se aproximou rapidamente. - Acabei de ver o exército dos mortos marchando para o sul - disse ele, ofegante. - Sabe o que isso significa? Angelina franziu o cenho. - Não… por quê? Sam respondeu: - É exatamente como eu imaginava. - O Ceifeiro vai eliminar os reinos mais fracos primeiro… para não precisar se preocupar com eles depois. - Ou seja… nós podemos ser os próximos. Ele sorriu de forma sarcástica, como se estivesse pronto para o inevitável. Angelina apenas apertou o cabo de seu arco divino. - Que venham. Estarei esperando. O Reino das Nuvens não era almejado por ninguém. Um reino silencioso, formado apenas por montanhas e névoas, habitado somente por anjos e por sua protetora, Angelina. Apesar de inóspito, muitos viajantes precisavam passar por suas montanhas para chegar ao norte de Arcânia, o que, em tempos de guerra, tornava aquele reino um ponto estratégico. E agora, silenciosamente, a sombra da morte se aproximava de todos.