Temporada 1 · Capítulo 18

SEM SAÍDA

No Reino das Nuvens, Sam, o Querubim, descia dos céus, cortando suavemente as camadas de nuvens enquanto se aproximava da guardiã do reino, Angelina, protetora daquelas terras. -Angelina… Arcânia está um caos. Parece que os reinos começaram a se mover uns contra os outros - disse ele calmamente, pousando sobre pequenas nuvens que o sustentavam. Ela se levantou de onde estava sentada e respondeu, firme: - Se alguém vier para essas terras, sofrerá as consequências. Não vamos deixar nosso reino ser dominado pelo caos. Sam tentou tranquilizá-la:- Não se preocupe. Nosso reino é um dos menos habitáveis. A única coisa que podem procurar aqui é asilo. Angelina rebateu com dureza: -Se procurarem asilo aqui… terão sangue! -disse ela, irritada, saindo imediatamente para vigiar as fronteiras.

No Reino Doce, a Rainha sentia o coração apertado, como se pressentisse que a guerra estava prestes a bater aos portões de açúcar do reino. Sra. Algodão entrou no salão real, onde a Rainha estava sentada em seu trono, e disse: - Minha rainha… eu também sinto. A Rainha olhou surpresa. - Incrível nossa conexão, minha filha. Esse é o tipo de sentimento que eu não gostaria de estar sentindo… Sra. Algodão respondeu com firmeza: - Já criei mais soldados de açúcar. Vai dar tudo certo. Ao ouvir a voz determinada de Sra. Algodão, a Rainha Doce sabia que, caso algo acontecesse, ela estaria pronta para fazer o que fosse necessário.

No Reino dos Mortos, Cod e Cogu caminhavam cautelosamente por aquelas terras sombrias. Cogu comentou, apreensivo: - Esse lugar me dá arrepios… Mesmo escondendo nossa mana, vai ser difícil passar por aqui. Cod respondeu: - Precisamos acreditar que vai dar certo. Não temos outro jeito. - Eu não consigo abrir um portal para tão longe. De repente, ambos sentiram nos céus uma presença maligna se aproximando rapidamente. Cod arregalou os olhos: - Fomos vistos, Cogu… fique perto! Descendo devagar, com suas asas batendo suavemente, Hayblood pousou à frente deles com um sorriso predatório, passando a língua pelos lábios. - Chegaram na hora… na hora do jantar - disse ela, rindo de forma cruel. Ao erguer as mãos, o chão começou a tremer. Mortos-vivos começaram a se erguer: esqueletos, corpos em decomposição, criaturas distorcidas, verdadeiras aberrações sem alma cercando os dois viajantes, que observavam a cena apavorados.