Temporada 1 · Capítulo 4
GUERRA DAS ASAS

No coração do Reino Mágico, o castelo de torres azuis ecoava ordens e passos firmes. Eroim, o pilar e líder supremo, observava de sua varanda o exército reunido nos pátios abaixo, guerreiros, magos e assassinos aguardavam o comando para marchar. Chamou então Belchior, um assassino experiente e temido por muitos reinos. - Belchior, liderará as tropas rumo ao Reino das Fadas. Extraia os mantimentos necessários, custe o que custar! Nas dependências do castelo, Zafiel se aproximava ao notar a movimentação. - Para onde pretende ir com esses guerreiros? - perguntou ela com o olhar firme. - Fomos contratados por Eroim, - respondeu Belchior sem hesitar. - Vamos até o Reino das Fadas buscar suprimentos. Ordem direta do pilar. - Mas ainda temos mantimentos! O que ele pretende? Uma guerra? Belchior deu um leve sorriso cansado. - Não sei, elfa. Sou pago para lutar, não para entender. Zafiel, tomada pela fúria, correu ao salão principal do castelo. Lá encontrou Zafir conversando com Eroim. - Por que, senhor Eroim? Uma guerra por alimentos que nem faltam? Isso é loucura! Eroim ergueu o olhar, sereno, mas com voz firme: - Zafiel, o Reino das Fadas desafiou minha autoridade. Querem nos enfraquecer, e eu não permitirei.
Se eu me curvar agora, Arcânia verá o Reino Mágico como fraco. - Então destruirá inocentes apenas para provar poder? - retrucou ela. - O poder mantém a ordem. Vá treinar, Zafiel. Minha decisão está tomada. Zafiel saiu furiosa, sentindo o coração pesar. Pouco depois, Eroim desceu ao pátio, onde as tropas o aguardavam. Com voz que ecoava entre os muros, ordenou: - Sigam a trilha das fadas! Tragam o que precisamos e destruam quem se opuser ao Reino Mágico! Belchior hesitou por um instante, olhou para os guerreiros e murmurou: - Que Arcânia me perdoe. E partiu à frente do exército.
🧚 REINO DAS FADAS
Nas terras iluminadas pelas flores encantadas, a Rainha das Fadas sentiu um calafrio percorrer seu coração. O vento soprava estranho, e o brilho das árvores diminuía, sinais de que algo sombrio se aproximava. Ela reuniu seu povo diante do grande salgueiro sagrado: - Meu povo… o Reino Mágico vem em nossa direção. Querem nos tirar o que é nosso, a vida que Gaia nos concedeu! - Não lutamos por poder, mas pela liberdade. Aqueles que não combatem, escondam-se nas cavernas de raízes. - As guerreiras, preparem-se. Hoje, a trilha das fadas será testada pelo fogo da guerra! O medo era visível nos olhos das jovens fadas, mas o brilho da coragem nascia junto dele. Vermax, o elfo-fada comandante da linha de frente, afiava suas lâminas de luz ao lado das arqueiras encantadas. O céu começou a escurecer, os guerreiros do Reino Mágico estavam a apenas algumas horas de distância.

Após cinco dias de marcha, as tropas de Eroim chegaram ao fim da trilha. Belchior, à frente, desembainhou sua espada e gritou: - Arqueiros, magos e guerreiros, preparem-se! Do outro lado, Vermax esperava firme. - Olá, viajante. Imagino que tenha vindo buscar o que não lhe pertence. - Só estou cumprindo ordens, elfo. Eroim exige os mantimentos. - respondeu Belchior, cansado.

- Nosso reino é de paz, mas não serviremos à tirania. Vermax ergueu as asas e um vento encantado varreu o campo, lançando Belchior para trás, contra os próprios guerreiros. - Fadas! À batalha! - bradou o elfo. O ar se encheu de magia. Lanças de luz e esferas de energia cruzaram o céu. As fadas guerreiras desciam em círculos, deixando rastros brilhantes de poeira estelar. Os magos do Reino Mágico respondiam com feitiços de fogo e trovões. O som do confronto ecoava por todo o vale, o início da Guerra das Asas havia começado.