Temporada 1 · Capítulo 15
QUAL SEU LADO?

No Reino de Gelo, Veylar chegou ao jardim onde seu marido, Morgot, descansava, admirando a neve que caía sobre as montanhas. - Olá… dia lindo, não é mesmo? - disse ela. - Sim! Um belo dia, meu amor. Como estás? - respondeu ele. - Você já deve saber de tudo o que está acontecendo, não é mesmo? - Claro! Ded Moroz me contou tudo. Mas… o que lhe aflige? Surpresa com a calma dele, Veylar respondeu de forma firme: - Morgot, não podemos ficar aqui de braços cruzados. Mais cedo ou mais tarde, eles baterão à nossa porta também. Não quero guerra, mas no passado as fadas nos ajudaram. Ainda ao amanhecer, soube que próximo ao Reino das Chamas mataram algumas fadas. Eroim vai oprimir todos que deixarem. Você é o rei, preciso que dê ordens ao meu lado para ajudarmos e resistirmos ao Reino Mágico. Sei que não temos um grande exército. Aqui somos imbatíveis, mas não podemos apenas nos trancar neste reino. Morgot, já um pouco irritado, respondeu: - Veylar, não arriscaremos nosso povo pelos outros. Eles saberão se virar. Eroim sabe que, se vier até aqui, vai morrer!

- Se ficarmos parados, vamos congelar e morrer! - retrucou ela. - O Reino Mágico tem aliados… aliados que sabem que podemos entrar na batalha ao lado das fadas. Eles viram. Eu sinto. Por favor… envie um mensageiro ao Reino Mágico e peça que parem. Caso contrário, nos juntaremos às fadas e lutaremos! Morgot respondeu, bravo: - Nossa conversa poderia ter começado de outra forma, em um dia tão lindo, meu amor. Eu não vou arriscar a vida de vocês! Iremos cuidar dos nossos e ponto final! Ele saiu do jardim, deixando-a para trás. Nesse momento, Ded Moroz chegou e viu Veylar chorando. - Minha senhora… me perdoe chegar assim. Abatida, ela respondeu: - Tudo bem, Ded. Vou ficar bem. Ded se aproximou e a acompanhou até o banco, sentando-se ao lado dela disse: - Minha senhora, entendo sua aflição. E acho que está certa. Devemos ajudar o Reino das Fadas. O mal virá até nós de qualquer forma. Se não nos posicionarmos agora, podemos ser pegos de surpresa. Além disso… acho que o rei não recebeu tão bem o que disse porque ontem a senhora Maga Boreal conversou com ele sobre o mesmo assunto que vocês duas tinham discutido. Com indignação, Veylar exclamou: - Como assim, Ded? Não acredito que ela foi falar com Morgot antes de mim! E ainda contra o que combinamos… - Sim, minha senhora.

Ela deve ter dito que era uma péssima ideia nos posicionarmos nessa guerra e escolher um lado. Mas, na verdade… para mim, não restam dúvidas. Sobrevivemos no passado graças às fadas. - Ded… obrigada por me apoiar. Não vou ficar de braços cruzados. Conto com sua ajuda no futuro. Ela o cumprimentou e saiu do jardim rumo ao castelo.
No salão gelado, Maga Boreal organizava algumas coisas quando Veylar entrou. Um vento forte soprou junto com ela, carregando sua raiva. - De que lado você está? - perguntou Veylar, aproximando-se. Surpresa, Boreal respondeu: - Mi-minha senhora… como assim? Estou do seu lado, sempre!

Você foi até Morgot falar com ele antes de mim! Eu disse que conversaria com meu marido sobre ajudarmos as fadas. Mas parece que você só o deixou mais resistente à ideia. Você não está do meu lado quando age assim! Você é minha conselheira… mas não toma as rédeas das decisões aqui! Veylar então saiu, indo para seus aposentos. Maga Boreal fechou o semblante, revelando um olhar de ódio enquanto uma aura sombria emanava ao seu redor.

Já na estrada, Eliet e Laiamus se aproximavam novamente do Reino Mágico. Ambos entraram no salão do castelo, onde Eroim os aguardava. - Está feito, meu senhor - disse Eliet, curvando-se junto de Laiamus. - Certo, meus caros. Cumpriram a missão de vocês com êxito! - respondeu Eroim. Os dois trocaram olhares orgulhosos. - No pátio do castelo há um baú com ouro suficiente para viverem bem por alguns meses. Mas… por que não viver bem para o resto da vida, não é mesmo? Os dois se entreolharam, confusos. - Tenho uma última missão para vocês. Eliet respondeu: - Senhor, agradecemos… mas estamos há dias sem descansar. Não podemos aceitar mais missões agora. Laiamus concordou silenciosamente.

O rosto de Eroim fechou-se, irritado. - Ora… como assim? Esta será a melhor e última missão de vocês. Ele pronunciou palavras mágicas. De repente, uma ventania tomou conta do salão. Os dois ficaram paralisados, o medo dominando seus corpos. Diante deles, um portal obscuro se abriu. Energia maligna saltava em pequenos raios, fazendo-os suar frio. Lentamente, começaram a ser puxados para dentro do portal. - Não! Por favor! - gritou Laiamus. - Já cumprimos o que queria, meu senhor! Piedade! Então Eliet e Laiamus desaparecem dentro do portal. Eroim sorriu e deixou escapar uma risada sombria, dizendo: - Espero que os meus três amigos se lembrem de vocês…